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Por que estamos perdendo espaços culturais em Belo Horizonte?

  • Foto do escritor: Gabriela Matina
    Gabriela Matina
  • 12 de jan. de 2025
  • 2 min de leitura

Reflexões sobre o fechamento do Spot Culture e Aquilombar e como isso afeta a identidade cultural da cidade


Ilustração por Thalia Vargas
Ilustração por Thalia Vargas

Recentemente Belo Horizonte tem enfrentado um movimento preocupante: o fechamento de pequenas casas de shows e espaços culturais. Conhecidos pela realização de eventos acessíveis na região central da cidade, Spot Culture e Aquilombar encerraram suas atividades no fim do ano passado devido à dificuldade de manter as despesas.


Esse assunto não sai da minha cabeça desde então, por isso, fui atrás para ver o que as pessoas estavam dizendo sobre para tentar entender melhor a situação. Aqui vai o que achei de mais interessante:


Os fechamentos quase simultâneos indicam que o problema não é isolado. Esses espaços são fundamentais para o movimento cultural da cidade, funcionando como portas de entrada para novos artistas. É nesses locais que muitas carreiras começam, onde artistas podem experimentar, crescer e se conectar com o público.


Mas a sustentabilidade de iniciativas independentes enfrenta muitos desafios. A começar pela resistência do público a pagar pela entrada, mesmo quando os preços são acessíveis. Além disso, o consumo dentro dos eventos, como no bar, é essencial para equilibrar as contas. Quando o público não se compromete com essas práticas, a sobrevivência dessas casas se torna quase impossível.


No entanto, a falta de apoio também não se limita aos frequentadores desses ambientes. Outra questão apontada por gestores e frequentadores é a de que o investimento de marcas e empresas é fundamental para a manutenção desses espaços, seja por meio de patrocínios diretos ou iniciativas que ampliem o acesso e a visibilidade dos artistas. Porém, as iniciativas de patrocínio ainda são poucas e não garantem uma sustentabilidade a longo prazo.


Também li sobre a necessidade de que as próprias casas ampliem suas curadorias e ofereçam mais oportunidades a novos talentos para que mais pessoas circulem nesses espaços. Assim, esses ambientes conseguiriam se manter relevantes e atrativos ao público mesmo com o passar do tempo.


Acredito que todos nós temos um papel para manter a cultura viva e acessível. O público, ao pagar ingresso ou consumir durante os eventos, contribui para a sobrevivência de uma cadeia inteira. É preciso valorizar esses espaços, entendendo que apoiar a cultura significa investir no futuro artístico da cidade. BH sempre foi uma cidade referência nas artes e perder espaços que sustentam essa identidade compromete o presente e o futuro da cultura local.

 
 
 

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